Vitor, você parece um babaca!

São 2h53 e eu não tenho nem um pingozinho de sono. É primavera, período de acasalamento dos sabiás laranjeira robôs de Curitiba que passam a madrugada inteira piando o mesmo pio. INCESSANTEMENTE. As mudanças de tempo dos últimos dias somadas ao pesadelo da minha rendição à Arial me deixaram com uma baita alergia, uma narina trancada e dor de cabeça.

Pelo menos eu saí no sábado (pelas minhas contas a última vez tinha sido em maio)! E foi uma Pla$tic, que costumam ser muito boas mas eu estava totalmente vazio de espírito naquele dia (não foi perda total na verdade). Domingo e segunda foram prazerosos (com exceção daquele leque totalmente despropositado da WW brasileira).

Tá, sair no sábado foi um grande fiasco, a não ser pelo puxão de orelha mais do que válido (e que poderia ter vindo mais cedo)!

“Vitor, você parece um babaca! Você não olha pra ninguém, não para de dançar (mesmo quando não gosta da música), dá as costas para as pessoas com quem poderia começar a conversar, não comenta nada sobre ninguém…” (CHG, 2010).

Sim, minha gente, involuntariamente eu me comporto como um verdadeiro babaca [sorriso amarelo] e gostaria de pedir desculpas a todos os que já dividiram uma dancefloor comigo, e principalmente a mim mesmo por todo o tempo perdido.

Quer entender melhor? Vamos aos exemplos:

  • conheço o Mr. P de vista há 2 anos e meio, ele tem o nariz mais incrivelmente lindo (SIM!) desse canto do mundo, o par de óculos mais legal da face da terra [ah, os meus também são, não vou diminuí-los!] mas nunca tínhamos nos encontrado à noite. Oportunidade perfeita pra dar pelo menos um oi, né? Pois é, eu agi como um babaca e fiz como se nunca o tivesse visto mais alto ou atlético ou bem vestido antes. Agora espero que o universo ofereça a oportunidade do “oi” que ainda não foi (sim, eu sou deprimente)
  • then there’s Mr. Z. Nós nos cumprimentamos, mas é só. Isso, apenas, talvez pelo fato de eu ter nascido sem uma coisa que começa com Ati e termina com tude (também conhecida como chutzpah, ou balls, mas nesse caso só me aplica o sentido figurado – ty Lord), e por ter agido como um babaca (analisando a posteriori) em outros momentos…
  • Mr. S parece ser gente boa, mas como eu pareço ser um babaca não haverão mais contatos provavelmente.
  • sobre a confusão Teddy Morrissey x mipster (midget hipster – acabou de cair uma coisa que costumava estar pendurada na parede da cozinha – é, midget talvez seja ofensivo mas eu gostei da ideia de mipster como descrição) eu nem comento já que deve ser o fracasso mais vexatório das minhas duas dúzias de anos…

O diagnóstico

“My lack of balls comes from the fact that I have [always had] a very poor image of myself :)” (VMA, 2010)

A prescrição:

“Vitor, da próxima vez fique sentado uma boa parte do tempo, olhe para as pessoas, encare-as – as pessoas saem de casa para olhar e serem olhadas – comente algo, inspire-se nas músicas que você tanto ouve #desperteavadiaquehaemvc” (CHG, 2010).

Divertido, não? Eu continuo sem sono… e me achando sem graça.

V.

Este post foi parcialmente escrito ao som de Free Me (2004) da Emma Bunton que eu tenho ouvido numa frequência além do que seria saudável. É magistralmente bom, acabei ouvindo-o pelo simples fato da Carla notar que eu estava ouvindo Maybe (segunda faixa do disco que tem um clipe super Sylvie Vartan – sem a jogadinha profissional de cabelo – e que era um favorito meu há tempos mas só recentemente voltei a ver) e me informar das qualidades do disco…
Hey Maria Papa said /You better go to bed
Maria Mama said /You better go to bed

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5 respostas para Vitor, você parece um babaca!

  1. Celise disse:

    Tsc, tsc.
    Horas de Gtalk desperdiçadas com Vitor que não ouve (= lê) meus conselhos! Hahahaha.
    É isso mesmo, Vitor querido.
    Ao invés de tímido, você passa a impressão de que se acha superior.
    Seja dado, meu filho! Você vai ver como extreversão atrai extroversão.

    Beijos.

  2. Bruna disse:

    Vitor, amigo amado,

    Vou me permitir te dar broncas aqui. Eu sei que não é o objetivo do post, mas não gostei do “Vitor você parece um babaca”. Porque você não é, e está longe de ser um babaca. E se, você parece um babaca, é só para si mesmo. Não acredite em ninguém que te disser isso, ninguém! …Você só não sabe agir com suas conexões, ué!
    Agora me diga, meu amigo, quem sabe? Eu que sou toda atirada, não tive coragem de falar com a menina da calça roxa! Shame on me!

    Acho que temos sim que refletir e ver como podemos melhorar para conhecer pessoas e não perder conexões. Mas vamos combinar que isso não é babaquice, né? Ser babaca é ser deselegante. Vocé é o oposto da deselegância. Você tem consideração, empatia, respeito, é gentil e agradabilíssimo. Sendo assim, babaca é algo você não é e nem parece ser.

    Eu te adoro Vi e preciso te dizer: Você é muito mais do que acha que é, só precisa descobrir-se!

    • Vitor disse:

      pois é Bruna, o ponto é exatamente este! eu não sou um babaca, mas se vc reparar a forma como me comporto na frente de estranhos passo a informação errada de que sou extremamente convencido – como disse a Celise, falta de traquejo social confundida com ar de superioridade. e sim, já tive confirmações de que é essa mesma a imagem que eu passo, infelizmente.
      ah, de forma alguma conexões perdidas são babaquice (meu post sobre elas ainda virá, prometo hehe), o chamado à realidade não está nisso. o babaca que a Carla disse foi no sentido de não dar abertura para a aproximação dos outros, de estar num lugar sem fazer parte dele, de não se misturar, “de não ser dado”. observando meu comportamento, eu concordo inteiramente com ela. eu evito e tenho vergonha de manter contato visual (e se o mantenho provavelmente devo acompanha-lo de uma cara não muito receptiva :|), costumo ficar na minha panelinha, não cumprimento pessoas que conheço de vista há anos (haja vista o Mr. P). é de dar vergonha o que eu faço!
      muitíssimo obrigado pelos elogios hehe… eles sempre são bem vindos (apesar de quê eu preciso passar a tê-los verdadeiros dentro de mim). como falei, não mantenho boas relações comigo mesmo… são tantas vezes em que vc é diminuído e destratado que acaba acreditando nos outros e passa a viver essa história😦. como vc sabe eu não dou muito crédito a mim mesmo, nem às minhas opiniões. talvez com um pouco de esforço pra contornar a suposta timidez (que eu não tenho uma vez que o gelo é quebrado :D) eu consiga construir um pouco de auto-confiança!🙂 Oremos.

  3. Pingback: “How come no-one ever ‘misses’ me?” | Fledge

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